terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Comunicação, entendimento, escolhas e conseqüências*



Meu filho fez dezoito anos... Meu Deus, juro que ele nasceu no outro dia!!! Decidiu se alistar no exército. Pura preguiça de ir até a sede da aeronáutica na cidade do Rio de Janeiro, já que moramos em Niterói. Essa momentânea comodidade pode ter, para ele, conseqüências* indesejáveis se ele não pretender servir. Vou sofrer, é claro, caso isso aconteça. Exército não é escola, onde nossos filhos vão aprender e fazer amigos. Temos o risco de guerra (internacional ou urbana), trotes violentos...Armas! Não posso imaginar meu filho com uma arma em punho! Só de imaginar o que poderá acontecer, após essa escolha, me dá arrepios na espinha.
Quando ele era pequeno, insistia em ficar de pé no “velotrol”... Eu dizia: Desce, filho, vai se machucar! E colocava ele no chão. Ele, insistente, subia novamente. Foi quando eu percebi que não importaria quantas vezes eu o afastasse do perigo, ele sempre estaria ali e meu filho teria que enfrentá-lo sozinho. Foi então que eu deixei que ele subisse mais uma vez... Ele caiu... Chorou e estendeu seus braços para mim à procura de consolo. Eu o abracei e disse: Viu?! A mamãe avisou que ia machucar, chorar agora não vai adiantar.
Não importa quantas vezes digamos para os nossos filhos qual caminho seguir, o que fazer e o que dizer... Qual de vocês se lembra de quantas vezes seguiu algum BOM conselho materno?! Geralmente fazíamos tudo ao contrário...rsrs...
O que se aprende na verdade?! Como ensinar a VIDA para os nossos filhos?! Ensinando o que é certo e o que é errado sim... Porém ensinar, principalmente, como conviver com os erros, que, ao contrário do que se pensa, o mundo não pára só porque a gente fez uma grande merda, afinal de contas... TODAS NÓS SOBREVIVEMOS, porque com eles iria ser diferente?!

Um comentário:

  1. Valeu amiga! Proposital ou não a sua colocação, é assim que me sinto nesse momento, a garganta fechada, as mãos amarradas e o pensamento na torcida de que dê tudo certo pra minha filhota. Te amo, beijos
    Sílvia

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