sábado, 1 de outubro de 2011

"OUTROcentrismo"

Há momentos da vida em que as coisas dão certo, outros que nem tanto... É claro que não podemos, sempre, achar a maneira correta de lidar com os fatos da vida, mas podemos tentar. A não atitude momentânea é uma boa saída, acho eu.
Eu nunca fui viciada em me meter na vida alheia. Acho que isso é característica de pessoas que acham sua vida pouco interessante e tentam direcionar o CONTROLE (que nem sonham em ter na própria vida) na vida do OUTRO.
Respeito! É esse o início de qualquer convivência. Cada Ser humano tem o direito de dirigir sua própria vida. O que podemos, como AMIGOS, é prestarmos ajuda quando solicitados.
Devemos abrir os olhos e vermos quais os reais motivos de nos intrometermos em problemas que não nos dizem respeito e invadirmos a vida de outras pessoas. Observamos imediatamente o "problema" (principalmente se julgarmos ser algo diretamente ligado à erro de conduta). Temos adoração por podermos perceber as falhas do outro (ou o que na maioria das vezes achamos ser uma FALHA). Nos julgamos tão superiores e infalíveis...
Triste darmos tamanha atenção aos outros e tão pouca à nós mesmos... Nossas falhas de caráter, nossos medos, nossas ações mal colocadas, nossos ataques inconseqüentes... E isso tudo para termos a IMPRESSÃO de sermos superiores!
Quanto tempo levaremos até termos coragem de olharmos no espelho e vermos a meleca escorrendo do nariz, as marcas de idade na pele, os cabelos brancos, a casca de feijão no dente ou a BUNDA SUJA?!
Somos tão SUPERIORES que não nos vemos... triste situação essa. Passamos uma vida inteira vivendo o OUTRO e não nós mesmos!
A pergunta que devemos fazer para começar a corrigir essa falha de caráter é: Porque eu não ME AMO?
Olhem para a frente, e antes de olharem para o lado, observem o que carregam nas mãos.
Flávia, meu amor... Obrigada pela tarde de conversa na varanda e os mosquitos compartilhados. Nós ainda conseguimos ver a beleza que envolve a coceira de depois...