segunda-feira, 6 de abril de 2009

Ainda o João...

Tivemos uma "conversa"... ao menos agora falamos sobre sentimentos.
Acho que ele é aquele tipo de homem que não dá muita importância a isso... no sentido da ação. Simplesmente não pensa nisso, não analisa e vai levando a vida, se casa... Depois lamenta, sente falta de amor. Claro.

Aí, se aparecer uma mulher legal que goste dele... ele fica ali... também...
Se ela é do tipo que pressiona muito, talvez ele até tome uma atitude, se não, fica ali... Então, essa mulher se enche, vai embora, arruma outro que lhe dê valor, porque até uma mulher, se enche. E ele sente falta, sente "uma agonia", fica triste, corre atrás... mas como não pensa nisso, não reflete, não verbaliza... não entende bem porque age assim e resolve mudar de assunto... pensa em dinheiro, trabalho, futebol, bunda... Existem muitos homens assim. Da geração do meu pai, quase todos. Ele é da minha geração, mas herdamos muitos vícios... Homens só pensam, planejam, analisam e trabalham por suas carreiras. São intelectuais.

As emoções? Ah, são coisas esquisitas que a gente sente... Dá e passa. Ser feliz? Ah, isso é coisa de novela.
Que pena. Só posso lamentar. Não sou de pressionar. Amo a liberdade.
Comigo, que sou mulher bacana, teria sido feliz. Vivo de verdade.
Saberia o que é ter uma companheira ao lado, o que é ser apoiado, ser comido e amado...
Ai João... eu aqui querendo te amar e você aí não sendo amado...
Que pena.
Como um homem tão inteligente pode ser tão burro? Porque, gostar de mim sei que gosta...

Só que nem se dá conta...Vai simplesmente levando... Não sendo amado...
Que pena. Só isso, nem mais nem menos... que pena...

Maria